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PL que busca encorajar denúncias contra violência doméstica será sancionado

Medida de Carlos Leite visa amparar as vítimas no momento mais crítico, acolhendo-as e buscando garantir a denúncia formal.

Após breve discussão durante a sessão ordinária da Câmara Municipal desta quinta-fiera (20), os vereadores derrubaram o veto do prefeito Antônio Carlos Pannunzio (PSDB) ao projeto de lei do vereador Carlos Leite (PT) que visa garantir às vítimas de violência doméstica, sexual ou psicológica, o acolhimento e atendimento especializado em todas as unidades de saúde do município de Sorocaba, bem como o adequado encaminhamento às autoridades competentes.

O projeto havia sido aprovado em segunda discussão no dia 13 de Setembro e foi enviado ao prefeito, que alegou que o projeto era inconstitucional e, por isso, precisaria ser vetado. Carlos Leite argumentou que seu projeto não cria novos cargos, apenas determina a capacitação de profissionais da saúde e da segurança pública já contratados.

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Em seu projeto, Leite determina que o Poder Público Municipal disponibilize profissionais capacitados para acompanhar tais vítimas aos plantões policiais para registrar boletins de ocorrência, sempre que a Delegacia de Defesa da Mulher estiver fechada.

“Nossa medida visa garantir que as vítimas de violência tenham o melhor acolhimento possível nas unidades de saúde, sejam adequadamente atendidas e encaminhadas às autoridades, para que sejam encorajadas a denunciar os agressores. Não podemos compactuar com a cultura do silêncio que encobre esses crimes”, defende o parlamentar.

Para Carlos Leite, o projeto reforça a rede de assistência e combate à violência doméstica que existe na cidade, e vem superar as lacunas que existem nessa rede.

“Uma lacuna, por exemplo, é o não funcionamento permanente da DDM pelos sete dias da semana, vinte quatro horas, o que torna a denúncia dos agressores mais demorada por parte da vítima, que às vezes sente-se constrangida em ir a um plantão policial registrar a denúncia, perpetuando o ciclo de violência doméstica, sexual e psicológica”, diz o parlamentar.

Leite escreveu, na justificativa do projeto, que “muitas das vezes estas mulheres chegam na rede de ambulatórios e postos de saúde envergonhadas, e sentindo-se culpadas pela situação de violência, e acabam silenciando os sofrimentos. É pensando nessas situações que sugerimos ter nos quadros de funcionários da rede de ambulatórios e postos de saúde um profissional, seja da área da saúde ou assistente social que possa orientar, acolher as vítimas de violência doméstica”.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública aponta, em suas estatísticas, que Sorocaba lidera suas estatísticas em relação aos casos de estupros notificados nos quatro primeiros meses de 2016: foram 64, contra 53 no mesmo período de 2015, o que representa um aumento de 20,75%. Sorocaba teve 22 estupros em janeiro, em fevereiro outros 11, em março 12 e em abril, 19 casos.

“Por um lado”, comenta Leite, “está claro que existe um aumento do índice de notificação de crimes de estupro, mas a própria Secretaria de Segurança do Estado aponta para a existência de um quadro de subnotificação. Nosso projeto vem fortalecer as vítimas, no momentos mais críticos, para que se encorajem, sejam amparadas e façam as devidas denúncias, quebrando o ciclo de violência”.

“Garantir que profissionais competentes e qualificados acompanhem as vítimas de violência também é uma forma de ampliar o número de notificações, uma vez que ainda há uma cultura machista na sociedade que tende a responsabilizar a mulher por casos, por exemplo, de estupro”, justifica o vereador no projeto.

Em maio deste ano, um caso de estupro coletivo ganhou repercussão nacional. O delegado Alessandro Thiers, o primeiro a investigar o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro, em maio, afirmou que o primeiro vídeo divulgado sobre o caso, em que a jovem aparece nua, desacordada, ao lado de homens que mexem em sua genitália, não caracteriza estupro. Ele foi afastado do inquérito sob a acusação de ter constrangido a vítima ao tomar seu depoimento, e depois exonerado.

“Não temos denúncias de casos de constrangimento nas delegacias sorocabanas. Os delegados e delegadas são diligentes em suas tarefas. Contudo, trata-se de encorajar a vítima a denunciar, o que é mais um ato subjetivo do que propriamente objetivo, estando fora do alcance dos profissionais da polícia”, enfatiza Leite.

Patrulha das Águas – Os vereadores também acataram os argumentos de Leite contra o parecer de inconstitucionalidade da Comissão de Justiça ao projeto do parlamentar que cria a “Patrulha das Águas” na cidade.

O projeto foi idealizado pelo vereador Carlos Leite (PT) e pelo munícipe Francisco Moreira de Campos, mais conhecido como “Chico do Rio”, e protocolado no dia 21 de Março de 2014.

Leite determina, em seu projeto, que a Patrulha das Águas terá poder de polícia e poderá fiscalizar, advertir, embargar, autuar, deter e instaurar processos administrativos em consonância com as legislações vigentes. Ela deverá ser implantada no âmbito da Guarda Civil Ambiental do Município, criada após a protocolização do PL.

De acordo com o vereador Carlos Leite, a criação da Patrulha deverá suprir a dramática dificuldade que o município de Sorocaba tem de fiscalizar o despejo de esgoto in natura, ligações clandestinas que descarregam águas poluídas em córregos e riachos, bem como crimes ambientais envolvendo as nascentes do município.

A Patrulha terá a finalidade de implementar e fiscalizar o cumprimento de leis e regulamentos que protegem os diferentes ambientes aquáticos: rios, riachos, ribeirões, lagos e lagoas, nascentes, mananciais, bem como a biota ecologicamente relacionada ao meio físico.

Carlos Leite afirma que a idéia da criação da Patrulha se deu após conversas com “Seo” Chico do Rio, que cobrava da Câmara Municipal medidas mais eficazes para garantir a integridade e efetiva fiscalização das águas de Sorocaba, em especial do Rio que leva o nome da cidade.

“Tenho ainda muita coisa para contar, muitas idéias e quero contribuir sempre para o bem, sempre ajudando nossa natureza e garantindo sua preservação”, disse, emocionado, Chico do Rio, após a protocolização do projeto.

“Seo Chico do Rio é um visionário e uma referência para todos nós. Esse homem, que lutava pelo Meio Ambiente quando ainda ninguém pensava em defender tal causa, sempre empunhou uma bandeira fortíssima: a preservação do Rio Sorocaba, seus afluentes, nascentes, córregos e mananciais”, escreveu Carlos Leite na justificativa do Projeto.

“Tal preservação vem acompanhada de uma fiscalização constante, contínua, diuturna, de nossos corpos d’água. Por isso, vimos, por meio desta lei, criar a Patrulha das Águas, que será responsável por concretizar esse sonho de Seo Chico e uma necessidade de nossa gente”, complementou.

Fiscalização – A Patrulha das Águas deverá ficar sob Comando da Guarda Civil Municipal integrando o SIMMA – Sistema Municipal do Meio Ambiente, sendo por ele amparado, e deverá contar com viaturas aquáticas e terrestres em apoio às suas atividades.

O projeto de lei também prevê que a Patrulha das Águas firme convênios com universidades, órgãos e entidades públicas e da sociedade civil organizada, objetivando a pesquisa, a preservação, a conservação, a defesa, a melhoria, a recuperação, o controle do meio ambiente e uso adequado dos recursos ambientais do Município.

Um dos fatores propulsores para a criação do projeto, foram as diligências que Carlos Leite fez com sua equipe, a córregos, rios, riachos e nascentes, identificando a grande quantidade de crimes ambientais não fiscalizados que foram encontrados por ele.

Sessão solene celebra Dia Municipal do Doador de Medula Óssea

 

A Câmara Municipal de Sorocaba realiza, na noite desta quinta-feira (06), com início às19:30hs, sessão solene em homenagem ao Dia Municipal do Doador de Medula Óssea, instituído pela lei municipal nº 10.657/2013, que também instituiu a campanha permanente para doação de medula óssea. Tanto a lei quanto a sessão são iniciativas do vereador Carlos Leite (PT).

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O transplante de medula óssea (órgão que produz as células sanguíneas) consiste na substituição da medula doente por células mãe do sangue sadias de um doador compatível. “Foi com grande alegria que implantamos em Sorocaba a campanha permanente para doação de medula óssea e a comemoração do Dia Municipal do Doador de Medula Óssea, pois a doação é um ato de amor pelo próximo, e que pode salvar uma vida”, diz o vereador Carlos Leite. “Celebraremos a data novamente, com grande alegria e esperança de que mais pessoas se tornem doadoras”, enfatiza.

O transplante de medula óssea é indicado para pacientes com leucemia, linfomas, anemias graves, imunodeficiências e outras 70 doenças relacionadas ao sistema sanguíneo e imunológico. As leucemias agudas são as principais causas de transplantes no Brasil e no mundo.

O Ministério da Saúde tem divulgado que pretende dobrar a capacidade de transplante de medula óssea no Brasil, sobretudo o alogênico – quando doador e receptor são pessoas diferentes. O esforço do país, nos últimos dez anos, foi o de constituir o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) – que é hoje um dos maiores do mundo, com 3,4 milhões de registros. O Redome cria mapas genéticos de doadores voluntários, quando não há doador na família.

Unidades de Saúde não estão fornecendo kits para controle de diabetes

O vereador Carlos Leite (PT) está cobrando, via requerimento, informações da Prefeitura sobre o desabastecimento de insumos para diabéticos em praticamente todas as unidades básicas de saúde do município. Segundo informações que chegaram ao parlamentar, há duas semanas agulhas, seringas e fitas reagentes não são fornecidas para várias UBSs. No último fornecimento, esse itens vieram em quantidade reduzida.

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“Essa informação é extremamente preocupante, e nos tivemos o cuidado de checá-la previamente. De acordo com alguns postos para os quais ligamos, esse desabastecimento está confirmado. É impossível continuarmos com a situação que está colocada para a saúde dos cidadãos”, disparou o vereador Carlos Leite.

O parlamentar já havia criticado os inúmeros cortes orçamentários promovidos em várias secretarias por indicação do COTIM (Comitê de Otimização do Gasto Público). Semana passada o Secretário de Planejamento e responsável pelo órgão, Edsom Ortega, esteve na Câmara, após convocação feita por Carlos Leite e assinada por mais 14 parlamentares. Na ocasião, Leite disse que ao que tudo indica, o COTIM enxerga apenas as cifras, sem se preocupar com a situação do cidadão.

“Esses itens de combate e controle ao diabetes são essenciais para milhares de pessoas que simplesmente não tem como comprá-los. É lei que a Prefeitura forneça esses kits. Estamos cobrando informações através de requerimento para sabermos o real motivo e a abrangência desse desabastecimento”, disse Leite.

Aprovado em primeira discussão o projeto que busca encorajar denúncias contra violência doméstica

Medida de Carlos Leite visa amparar as vítimas no momento mais crítico, acolhendo-as e buscando garantir a denúncia formal.

A Câmara Municipal de Sorocaba aprovou, na sessão desta quinta-feira (08), em primeira discussão, o projeto de Lei de autoria do vereador Carlos Leite (PT), que visa garantir às vítimas de violência doméstica, sexual ou psicológica, o acolhimento e atendimento especializado em todas as unidades de saúde do município de Sorocaba, bem como o adequado encaminhamento às autoridades competentes.

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Em seu projeto, Leite também determina que o Poder Público Municipal disponibilize profissionais capacitados para acompanhar tais vítimas aos plantões policiais para registrar boletins de ocorrência, sempre que a Delegacia de Defesa da Mulher estiver fechada.

“Nossa medida visa garantir que as vítimas de violência tenham o melhor acolhimento possível nas unidades de saúde, sejam adequadamente atendidas e encaminhadas às autoridades, para que sejam encorajadas a denunciar os agressores. Não podemos compactuar com a cultura do silêncio que encobre esses crimes”, defende o parlamentar.

Para Carlos Leite, o projeto reforça a rede de assistência e combate à violência doméstica que existe na cidade, e vem superar as lacunas que existem nessa rede.

“Uma lacuna, por exemplo, é o não funcionamento permanente da DDM pelos sete dias da semana, vinte quatro horas, o que torna a denúncia dos agressores mais demorada por parte da vítima, que às vezes sente-se constrangida em ir a um plantão policial registrar a denúncia, perpetuando o ciclo de violência doméstica, sexual e psicológica”, diz o parlamentar.

Leite escreve, na justificativa do projeto, que “muitas das vezes estas mulheres chegam na rede de ambulatórios e postos de saúde envergonhadas, e sentindo-se culpadas pela situação de violência, e acabam silenciando os sofrimentos. É pensando nessas situações que sugerimos ter nos quadros de funcionários da rede de ambulatórios e postos de saúde um profissional, seja da área da saúde ou assistente social que possa orientar, acolher as vítimas de violência doméstica”.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública aponta, em suas estatísticas, que Sorocaba lidera suas estatísticas em relação aos casos de estupros notificados nos quatro primeiros meses de 2016: foram 64, contra 53 no mesmo período de 2015, o que representa um aumento de 20,75%. Sorocaba teve 22 estupros em janeiro, em fevereiro outros 11, em março 12 e em abril, 19 casos.

“Por um lado”, comenta Leite, “está claro que existe um aumento do índice de notificação de crimes de estupro, mas a própria Secretaria de Segurança do Estado aponta para a existência de um quadro de subnotificação. Nosso projeto vem fortalecer as vítimas, no momentos mais críticos, para que se encorajem, sejam amparadas e façam as devidas denúncias, quebrando o ciclo de violência”.

“Garantir que profissionais competentes e qualificados acompanhem as vítimas de violência também é uma forma de ampliar o número de notificações, uma vez que ainda há uma cultura machista na sociedade que tende a responsabilizar a mulher por casos, por exemplo, de estupro”, justifica o vereador no projeto.

Em maio deste ano, um caso de estupro coletivo ganhou repercussão nacional. O delegado Alessandro Thiers, o primeiro a investigar o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro, em maio, afirmou que o primeiro vídeo divulgado sobre o caso, em que a jovem aparece nua, desacordada, ao lado de homens que mexem em sua genitália, não caracteriza estupro. Ele foi afastado do inquérito sob a acusação de ter constrangido a vítima ao tomar seu depoimento, e depois exonerado.

“Não temos denúncias de casos de constrangimento nas delegacias sorocabanas. Os delegados e delegadas são diligentes em suas tarefas. Contudo, trata-se de encorajar a vítima a denunciar, o que é mais um ato subjetivo do que propriamente objetivo, estando fora do alcance dos profissionais da polícia”, enfatiza Leite.

Obrigatoriedade da microchipagem animal será sancionada pelo Legislativo em Sorocaba

Foi rejeitado na sessão ordinária desta terça-feira (06), o Veto Total nº 51/2016 ao Projeto de Lei nº 90/2015 (Autógrafo nº 141/2016), de autoria do vereador Carlos Leite (PT), que obriga todos os estabelecimentos, feiras ou criadores que comercializam animais domésticos das classes “mamífero” e “réptil” (cães, gatos, cavalos, muares, bovinos, bubalinos) a implantar microchip de identificação eletrônica nos referidos animais. Agora, o projeto será sancionado pelo Legislativo sorocabano, e passará a vigorar como lei.

Justificando o veto, o Executivo sustenta que o projeto de lei invade a competência da União para legislar sobre matéria ambiental e, com base em parecer técnico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, sustenta que a medida, caso aprovada, representa um alto custo financeiro, com o qual o município não teria condições de arcar.

A Comissão de Justiça recomendou a rejeição do veto, alegando, com base no artigo 225 da Constituição, que legislar sobre o meio ambiente é matéria de competência comum entre os entes políticos, tanto do Executivo quanto do Legislativo.

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Fornecimento de fraldas geriátricas pela Prefeitura pode acabar

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Pannunzio tem executado frequentes cortes no orçamento municipal.

O Secretário de Saúde de Sorocaba, Aílton de Lima Ribeiro, confirmou ao vereador Carlos Leite (PT) que a Prefeitura cortou, pela metade, o fornecimento de fraldas geriátricas que eram distribuídas. Ele cogitou até mesmo a hipótese de interromper definitivamente a distribuição desse insumo, “uma vez caracterizada a indisponibilidade orçamentária para manutenção de tal custeio”, escreveu o Secretário em resposta ao requerimento nº1678 do parlamentar.

Os cortes teriam se iniciado em junho, “devido às restrições orçamentárias existentes”, justifica a resposta do requerimento. Segundo a Prefeitura, “a situação será regularizada gradativamente, conforme exista a disponibilidade orçamentária necessária a arcar com o custeio integral do fornecimento de fraldas”.

Entre Janeiro e Julho deste ano, foram distribuídas 399.120 fraldas geriátricas a pacientes acamados, que não têm condições de arcar com os custos desse insumo. Em 2015, entre os meses de Janeiro a Dezembro, foram distribuídas 789.626 fraldas. No mesmo período em 2014, foram distribuídas 293.002; em 2013, 726.588 e, em 2012, 278.170.

Segundo o Secretário, a redução em 50% do fornecimento de fraldas objetiva assegurar a continuidade do atendimento mínimo necessário ao maior número possível de usuários, evitando a desassistência completa. A Prefeitura alega que, até agora, não foi causada a desassistência de qualquer paciente.

O pacote de fraldas geriátricas, com oito peças, chega a custar R$ 40 reais. Um paciente usa, em média, 6 peças por dia.

“Enquanto o prefeito Antônio Carlos Pannunzio corta verbas da cultura, do esporte, da saúde e da educação, ele se nega a adotar medidas quanto aos funcionários comissionados do Paço, cujos cargos foram julgados inconstitucionais pela Justiça”, diz Leite. Ao todo, são 158 comissionados, ou seja, funcionários que ocupam postos públicos sem a necessidade de passar por concurso.

“A situação da Prefeitura é muito complexa. Cidades do mesmo porte de Sorocaba, com orçamento similar, não estão executando cortes em áreas nevrálgicas. Há que se explicar porque Sorocaba, com um orçamento tão grande, está passando por tamanhas dificuldades. Teria havido uma gestão realmente eficiente do dinheiro público?”, questiona o parlamentar.

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Edson Ortega, responsável pelo Cotim.

Cotm terá de esclarecer – O Secretário de Planejamento e Gestão, Edsom Ortega, também responsável pelo Cotim (Comitê de Otimização do Gasto Público), prestará esclarecimentos à Câmara Municipal de Sorocaba sobre os cortes orçamentários que a administração municipal está promovendo em várias secretarias. A data escolhida é sexta-feira (09), às 10 horas, em sessão extraordinária marcada exclusivamente para ouvir o Secretário.

A convocação de Ortega foi realizada no último dia 23, por meio de requerimento de autoria do vereador Carlos Leite (PT), assinado por 14 vereadores. Os vereadores cobram informações sobre os frequentes cortes orçamentários que estão sendo realizados em diversas secretaria, impossibilitando ou reduzindo várias ações públicas.

O Comitê de Otimização do Gasto Público (Cotim) da Prefeitura de Sorocaba, foi instituído pelo decreto 20741 de setembro de 2013, para auxiliar as Secretarias Municipais a otimizar seus orçamentos.

No requerimento, subscrito por 14 vereadores, são elencadas 11 questões básicas, que terão de ser obrigatoriamente respondidas por Ortega, ou que nortearão os questionamentos dos parlamentares.

Hanseníase: o que é e como detectar

Começou hoje no Brasil inteiro a campanha contra a hanseníase (antigamente conhecida como lepra).hanseniase

O que é?
Doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Atinge principalmente a pele e os nervos de pessoas de qualquer sexo, idade ou classe social.
Se não for tratada, a doença pode causar diversas deformidades pelo corpo.

Quais os sintomas
Dormência nos pés. Manchas ou placas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas. Caroços avermelhados ou castanhos.
Áreas do corpo com diminuição ou perda da sensibilidade à dor, ao calor e ao tato. Caso apresente esses sintomas, procure a unidade de saúde mais próxima.

Como se transmite
A transmissão da hanseníase se dá pelo contato próximo e prolongado com pessoas doentes sem tratamento através das vias aéreas superiores (pelo ar). A hanseníase não passa por aperto de mão, abraço e carinho ao doente.

Como se trata
A hanseníase tem cura. O tratamento é gratuito e está disponível em todas as unidades de saúde, numa combinação de medicamentos. Quanto mais rápido o diagnóstico, mais fácil é o tratamento.

Vereador cobra informações do Saae sobre obras em três bairros

O vereador Carlos Leite (PT) está encaminhando ofício ao Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) cobrando informações sobre os encaminhamentos dados às demandas da população de três bairros da cidade, que participaram de uma reunião na autarquia no último dia 15 de junho. “As comunidades estão querendo respostas, e precisamos de um posicionamento oficial do Saae sobre os assuntos que tratamos”, diz o vereador Carlos Leite.

No dia da reunião, quase vinte lideranças comunitárias, de três bairros de Sorocaba, se reuniram para cobrar diversas melhorias, dentre elas, o alargamento, aprofundamento e desobstrução do córrego do Jardim Piratininga (lateral à Rua Pedro Péres), que há décadas provoca inundações em dezenas de residências, fazendo os moradores perderem seus bens.

Outras medidas cobradas são o desassoreamento de um córrego na Vila Haro, e a diminuição dos valores cobrados para fornecimento de água para a região da Campininha.

Cerca de 20 pessoas participaram da reunião.

Cerca de 20 pessoas participaram da reunião.

Jardim Piratininga – No último dia 31 de março, por exemplo, o córrego transbordou com o grande volume de chuvas, atingindo residências locais e obrigando várias famílias a deixarem seus lares por causa da inundação. Um homem foi retirado de casa pelo vizinhos, que utilizaram uma corda para evita que a correnteza o arrastasse quando saísse de casa.

“O córrego do Jardim Piratininga precisa de obras de reestruturação urgentes, semelhantes às que foram feitas no córrego do lavapés, das proximidades. Vários tubos têm que ser retirados e substituídos por módulos de concreto armado de grande diâmetro, facilitando o escoamento das águas”, disse o vereador Carlos Leite a Wilson Unterkircher Filho, o Cuca, que recebeu o grupo.

O Diretor Geral do Saae, Rodrigo Maldonado, não estava no local no momento da reunião. Cuca disse que passaria todas as informações para Maldonado, e depois retransmitiria as decisões à comunidade. “Estamos pedindo, depois de mais de um mês daquela reunião, um posicionamento oficial do Saae e de Maldonado em relação às demandas”, afirma Leite.

Por meio do requerimento número 1032/2016, que pedia informações ao Saae sobre o alagamento de casas na rua Pedro Peres, a autarquia se limitou a responder que “existe um projeto de canalização do córrego Piratininga desenvolvido no ano 2000, que prevê algumas obras naquela região”, mas que “atualmente não há previsão para execução dessas obras, por falta de dotação orçamentária”.

No requerimento, o parlamentar havia elencado 11 questões, dentre elas, quais as medidas adotadas pela Prefeitura frente às perdas patrimoniais dos moradores com o transbordamento do córrego; sobre as medidas de limpeza do leito do córrego; sobre o histórico de transbordamentos, dentre outras coisas.

Desassoreamento de córrego – Outra demanda levada ao Saae na ocasião, foi o desassoreamento do córrego que passa sob a Rua Ramon Haro Martini, na altura do Parque Três Meninos. Além da limpeza integral do córrego (o Saae limpou recentemente apenas um pequeno trecho), os moradores do bairro pedem a substituição da tubulação por galeria celular, garantindo a passagem de volume muito maior de água.

Hoje, o córrego transborda na passagem sob a Ramon Haro, invadindo um condomínio predial imediatamente do outro lado da via, ocasionando perdas patrimoniais aos moradores. “Vamos cobrar respostas da autarquia, de forma que esses problemas sejam corrigidos o quanto antes. Do jeito que está não pode continuar”, conclui o vereador, que utilizou a tribuna da Câmara nesta quinta-feira (16) para fazer um balanço da reunião e cobrar mais celeridade da autarquia.

Fornecimento de água – Uma terceira demanda levada pelas lideranças à reunião na autarquia foi a diminuição dos altos valores cobrados para o fornecimento de água ao bairro da Campininha (região do Éden), que não é atendido por rede de distribuição. Ao invés da rede, o Saae leva água com caminhão pipa às famílias, ao custo mensal de R$ 182,60 reais por 12 mil litros.

O vereador teve a informação de que os valores seriam diminuídos nesse segundo semestre de 2016. “Mas queremos um posicionamento oficial detalhado, para saber dessa redução no longo prazo e vermos se ela atende aos anseios dos moradores”, diz Leite.

Segundo os moradores locais, na ocasião da reunião, o Saae estava cobrando a água e o transporte da água, o que encarece demais o processo. “A autarquia tem o dever de fornecer a água, devendo cobrar apenas por ela, absorvendo o custo do transporte”, diz Leite, opinião compartilhada entre os moradores locais. Caso cobrasse apenas a água, as famílias teriam de pagar cerca de R$ 25 reais por mês.

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