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Opinião: Caos na merenda escolar continua

Hoje o jornal Cruzeiro do Sul traz uma notícia espantosa, mas que nós já prevíamos: Sorocaba pode iniciar o ano letivo (a partir de 11/02) SEM MERENDA ESCOLAR.

Isso porque as merendeiras escolares estão com salários atrasados, sem plano de saúde e com a cesta básica de dezembro ainda em haver. A culpada? A empresa ERJ Refeições, terceirizada da Prefeitura para o preparo e distribuição da merenda escolar municipal.

Em recuperação judicial e provocando todo tipo de problema no tocante ao abastecimento escolar, a ERJ desde pelo menos o início de 2015 já vinha demonstrando seu desrespeito para com o contrato firmado junto à Prefeitura.

Com toda a razão, nossas companheiras merendeiras se recusam a voltar ao trabalho, pois estão sem salário e benefícios. Participei, na semana passada, de reunião com o dono e o presidente da ERJ, juntamente com o SindiRefeições TS e um grupo de merendeiras.

Na reunião, eles, os empresários, garantiram que pagariam na segunda-feira tudo o que estava atrasado. Mas isso não aconteceu. Também participei de reunião com o Secretário de Negócios Jurídicos, Maurício Jorge de Freitas, que nos disse que a Prefeitura não prorrogará o contrato com a ERJ, que vence no próximo dia 28/02.

Em paralelo, o edital de licitação para contratação de empresa fornecedora de merenda escolar foi impugnado a pedido de 7 concorrentes. Com isso, a cidade e o sistema de educação ficam desguarnecidos e sem uma perspectiva de contratação de nova empresa de merenda, a tempo de atender aos alunos.

Pode haver um “apagão” no sistema de merenda, em prejuízo aos nossos alunos. Uma pergunta paira: por qual razão o edital de licitação para contratação de novas empresas fornecedoras de merenda não foi feito antes? Por que o processo licitatório já não foi concluído?

Sorocaba está refém da ERJ e o Governo Municipal não conseguiu, até agora, apresentar uma alternativa real, palpável e garantidora do fornecimento de merenda escolar em 2016.

merendeiras protestam

Opinião: Luta contra trabalho escravo exige engajamento da sociedade

Desde 1995 o combate ao trabalho escravo se intensificou no país. Nesse período já são mais de 50 mil pessoas resgatadas das condições de escravidão ou análogas a elas.

Multas pesadíssimas e confiscos de propriedade têm sido postas em prática para combater esse mal. Contudo, a Bancada Ruralista do Congresso Nacional quer afrouxar o conceito de “trabalho escravo”.

“Querem que as condições em que se encontram os trabalhadores, por mais indignas que sejam, não importem para a definição de trabalho escravo, mas apenas se ele está em cárcere ou não”, diz Sakamoto em seu artigo.

Um risco tremendo à dignidade humana. Em São Paulo capital, o prefeito Haddad colocou em prática medidas para combater o trabalho escravo.

Em Sorocaba, protocolamos um projeto de lei com a mesma intenção, onde cassa-se o alvará de empresas que utilizarem o trabalho escravo, ou venderem produtos que o tenham utilizado.

Contudo, o prefeito Antônio Carlos Pannunzio (PSDB) vetou nosso projeto. Em 2016, vamos lutar para que esse veto seja derrubado e nosso projeto transformado em lei municipal. O combate ao trabalho escravo não pode parar.

A sociedade tem que ter consciência de que ele é uma realidade entre nós, muitas vezes invisível.

Conclamo a todos que pressionem o Prefeito Pannunzio para promulgar nosso projeto de lei, e pressionem o Congresso contra as alterações propostas no conceito de Trabalho Escravo.

Milhares de pessoas contam conosco.

Meninos brincam em carvoaria, em foto de João Roberto Ripper

Meninos brincam em carvoaria, em foto de João Roberto Ripper

Opinião: Dengue deve ser combatida constantemente

Os índices de casos de dengue em Sorocaba, no ano-dengue 2015-2016 (o ano dengue começa em agosto de um ano e segue até julho do outro) estão baixos. Acima do que gostaríamos, mas muito menores do que no ano-dengue 2014-2015.

Em 2015, lutamos intensamente contra essa doença. Desde novembro de 2014 nós vínhamos solicitando ações mais intensas por parte do Governo de Antônio Carlos Pannunzio (PSDB), ações essas que ele adotou apenas depois que o caos já estava instalado.

Presidi a CPI da Dengue, que identificou que a Prefeitura não cumpriu o que era preconizado pelo Ministério da Saúde no tocante ao combate ao mosquito, preventivamente. Sorocaba precisaria de cerca de 230 agentes de combate ao mosquito transmissor da doença, mas pasme, possuía APENAS 72 em campo! Um absurdo sem tamanho.

Em 2015, foram registrados cerca de 52 mil casos de dengue em Sorocaba, com 31 casos de morte. Um surto, uma epidemia sem precedentes, que ficará marcado para a história de Sorocaba como o ano em que o Poder Público falhou dramaticamente para proteger os cidadãos contra uma doença que pode ser fatal.

Quero pedir a você que não esmoreça nessa batalha. O Aedes Aegypti pode estar em qualquer lugar, transmitindo dengue, Zika Vírus e chikungunya.

Entre em nosso site, no endereçohttp://vereadorcarlosleite.com.br/guerra-contra-dengue/ e saiba tudo para combater essa doença.

Matéria do Jornal Cruzeiro do Sul de 15/01/2016

Matéria do Jornal Cruzeiro do Sul de 15/01/2016

Opinião: Alagamentos serão regra no futuro de Sorocaba

Lutamos em 2014 de forma árdua contra a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Físico Territorial de Sorocaba, feito sem os devidos estudos pelo governo de Antônio Carlos Pannunzio (PSDB) e aprovado sem a devida discussão com a sociedade.

Essa revisão foi sancionada ainda em 2014, no final do ano. Entramos com ações no Ministério Público, pedindo que o Plano seja derrubado. Aguardamos decisões judiciais ainda hoje.

O motivo? A matéria do Jornal Cruzeiro do Sul fala por si. O Novo Plano Diretor do Pannunzio intensifica o loteamento em Sorocaba, o que impermeabilizará ainda mais o solo, levando a cenas como essas da reportagem, de inundações, alagamentos.

Além disso, Pannunzio não apresentou um plano de saneamento e recursos hídricos juntamente com o Plano Diretor, portanto, não adequou a cidade, os recursos hídricos e o sistema de drenagem para a futura população, que pode chegar a 1,2 milhão de habitantes nos próximos anos (sim, esse é o número previsto).

A revisão do Plano Diretor, pelo balanço que faço hoje, serviu muito mais aos interesses dos empreendedores imobiliários do que ao cidadão comum, e foi um golpe no sistema de proteção ambiental da cidade.

Resultado: em 10 anos, teremos cenas de inundações em Sorocaba muito piores e mais frequentes do que estamos vendo hoje.

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