Tag Archives: CPI da Dengue

Dengue chega a 22.675 casos em Sorocaba

Desse total, 4.195 estão confirmados por exame laboratorial e 18.480 tiveram avaliação clínica positiva

Regina Helena Santos
regina.santos@jcruzeiro.com.br

O número de notificações de dengue subiu 77,4% no período de uma semana e a Secretaria de Saúde já contabiliza 22.675 casos da doença na cidade neste ano. Destes, 4.195 estão confirmados por exame laboratorial e 18.480 são tratados como dengue por avaliação clínica do paciente. No balanço semanal da secretaria, mais uma pessoa idosa morreu vítima da doença – totalizando seis óbitos confirmados – e outros quatro aguardam exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz.

 Secretário de Saúde, Francisco Antônio Fernandes, comandou entrevista para atualizar dados da doença - EMIDIO MARQUES


Secretário de Saúde, Francisco Antônio Fernandes, comandou entrevista para atualizar dados da doença – EMIDIO MARQUES

A divulgação dos dados da dengue foi feita nesta quarta com algumas ressalvas pelo secretário de Saúde, Francisco Antônio Fernandes. Isso porque como desde o início desta semana todos os pacientes notificados passam por exame laboratorial para confirmação da doença no 6º dia de sintomas, o número total pode ser menor. “Temos um índice de positividade entre os pacientes que fizeram exame laboratorial de 52%, nos doentes tratados ambulatorialmente, e de 75% entre os pacientes internados.” Se o índice se mantiver como registrado até agora, o volume real de pessoas contaminadas pela doença está em torno de 15 mil. “A obrigação da Secretaria de Saúde é tratar os suspeitos. Esse número é oficial e deve ser divulgado sim, mas com critério.”

Por conta disso, e da lentidão — apontada pela equipe de saúde — do sistema do governo federal destinado à notificação de casos, a Prefeitura já cogita a divulgação de número de doentes com dengue, na cidade, a cada 15 dias. Isso porque, segundo Daniela Valentim dos Santos, diretora da Vigilância em Saúde, o levantamento dos casos em Sorocaba é feito na contagem um a um. Para resolver o problema, está sendo desenvolvido pela equipe do Parque Tecnológico de Sorocaba um sistema específico para cadastramento dos casos na cidade.

O grande número de casos ainda se concentra na região centro-norte da cidade, com destaque para os bairros Nova Esperança (1.717 casos), Nova Sorocaba (1.644) e Lopes de Oliveira (1.617), que juntos somam 25% dos doentes da cidade. Mineirão (1.172), Vila Angélica (1.127), Vila Fiori (1.116), Barcelona (1.070) e Jardim Maria do Carmo (1.006) também aparecem como regiões com mais de mil casos registrados desde o início do ano. Segundo Fernandes, algumas outras regiões que até semanas atrás estavam com poucos casos, começam a registrar doentes, como o Éden (412) e Cajuru (169).

Internação e mortes

Um total de 328 pacientes com diagnóstico de dengue precisaram de internação desde o início de janeiro, sendo 17 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Foram 26 os que apresentaram sinais hemorrágicos da doença (qualquer tipo de sangramento). Do total dos internados, 196 foram confirmados com dengue, 54 descartados e 78 aguardam resultado de exame. Segundo o secretário de Saúde, essa diferença entre os números dos confirmados e dos notificados acontece por que a doença tem sintomas bem semelhantes a outros quadros virais, como a gastroenterite aguda, dor no corpo, dor de cabeça, febre, vômitos e diarreia.

No total, seis pessoas já morreram em Sorocaba vítimas da dengue, quatro do sexo feminino e duas do sexo masculino. Dessas, com exceção do primeiro caso – uma mulher de 57 anos – todos tinham mais de 60 anos de idade. Foram três mortes entre moradores da zona oeste, dois da zona norte e um da zona leste. Entre os óbitos que aguardam confirmação pelo Instituto Adolfo Lutz, dois foram descartados pelo laboratório municipal (de um jovem de 29 anos e uma jovem de 17 anos) e outros dois tiveram exames positivos na cidade – de uma mulher de 59 anos e de um homem de 69 anos.

Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/599767/dengue-chega-a-22675-casos-em-sorocaba

CPI da Dengue reconvoca depoentes para dia 20

Oduvaldo Denadai, Secretário de Serviços Públicos, e Vagner Guerreiro, ex-Secretário da Saúde, serão os próximos a prestar depoimento aos vereadores

O vereador Carlos Leite (PT), presidente da CPI 001/2015, instaurada na Câmara Municipal de Sorocaba para investigar as causas do surto de dengue na cidade, reconvocou o secretário de Serviços Públicos, Oduvaldo Denadai, e o ex-secretário da Saúde, Vagner Guerreiro, a deporem na CPI da Dengue amanhã (20), às 14 horas.

Oduvando e Guerreiro deveriam ter sido ouvidos na terça-feira (17), mas não compareceram à convocação da CPI. Guerreiro chegou a justificar sua ausência, enviando ofício ao gabinete do presidente daCPI, dizendo que somente na manhã do dia da oitiva é que ele recebeu a convocação, que já havia sido protocolada na Prefeitura no dia 13. Oduvaldo não justificou sua ausência. Caso voltem a faltar, o vereador Carlos Leite diz que os convocará por via judicial.

Para Carlos Leite, as convocações são fundamentais para dirimir dezenas de dúvidas que pairam sobre a explosão de casos da doença na cidade, neste ano. “Dentre elas, quais foram os preparativos da Prefeitura em 2014 para conter a dengue em 2015, já que, na primeira oitiva com o atual secretário da Saúde, Francisco Antônio Fernandes, ele declarou que o número de casos de dengue no segundo semestre do ano passado era alto para o período, um verdadeiro sinal de alarme para o que estaria por vir”, diz o vereador Carlos Leite.

Em seu depoimento, Francisco Antônio Fernandes afirmou que a quantidade de lixo inorgânico espalhado pela cidade “contribuiu muito para a epidemia de dengue”. “Tendo em vista a quantidade de criadouros e lixo em terrenos públicos, temos de saber o que a Secretaria de Serviços Públicos fez em 2014 para limpar essas áreas”, afirma Leite.

Fazem parte da CPI da Dengue, além de Carlos Leite (presidente) e Luis Santos (relator), os vereadores Izídio de Brito, Francisco França, José Crespo, Marinho Marte, Antônio Silvano, Hélio Godoy, e Rodrigo Manga.

CPI denuncia falta de planejamento da prefeitura no combate à dengue

Os vereadores que integram a CPI que investiga as responsabilidades da prefeitura na epidemia de dengue em Sorocaba concluíram nesta terça-feira que a doença ganhou força por conta da falta de planejamento para medidas de prevenção.

 Vereadores lamentaram ausência de secretário da Serp e de ex-secretário da Saúde - Erick Pinheiro


Vereadores lamentaram ausência de secretário da Serp e de ex-secretário da Saúde – Erick Pinheiro

Durante a sessão, os parlamentares exibiram a gravação de um depoimento de uma servidora pública que trabalha na área de saúde e denunciou a ausência de iniciativas para prevenir a doença. Segundo a funcionária, que teve sua identidade preservada, inclusive com a distorção da voz, no ano passado a prefeitura não se planejou para combater a dengue com medidas que poderiam ser implementadas no início deste ano.

Durante a CPI, também foi exibido um vídeo com reclamações de moradores e imagens de entulho e lixo acumulados em diversos pontos de Sorocaba.

Estiveram no plenário os vereadores Carlos Leite (PT), Izídio (PT), José Crespo (DEM) e Rodrigo Manga (PP).

Os vereadores esperavam contar com a presença do secretário de Serviços Públicos (Serp), Oduvaldo Arnildo Denadai, e do ex-secretário de Saúde Vagner Guerreiro. Nenhum dos dois, entretanto, compareceu à sessão. A Serp não deu esclarecimentos sobre a ausência do Secretário. Uma pessoa ligada a Guerreiro informou que o ex-secretário não teve conhecimento do convite para a CPI.

Segundo os vereadores, o ofício solicitando a presença dos dois foi protocolado no dia 13 de março. (Com informações de José Antônio Rosa)

Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/599573/cpi-denuncia-falta-de-planejamento-da-prefeitura-no-combate-a-dengue

CPI da Dengue convoca novos depoentes para dia 17

Oduvaldo Denadai, Secretário de Serviços Públicos, e Vagner Guerreiro, ex-Secretário da Saúde, serão os próximos a prestar depoimento aos vereadores

O vereador Carlos Leite (PT), presidente da CPI 001/2015, instaurada na Câmara Municipal de Sorocaba para investigar as causas do surto de dengue na cidade, enviou ofícios na tarde desta sexta-feira (13) à Prefeitura, convocando o secretário de Serviços Públicos, Oduvaldo Denadai, e o ex-secretário da Saúde, Vagner Guerreiro, a deporem na próxima terça-feira (17), às 14 horas, na segunda oitiva da CPI da Dengue.

Para Carlos Leite, as convocações são fundamentais para dirimir dezenas de dúvidas que pairam sobre a explosão de casos da doença na cidade, neste ano. “Dentre elas, quais foram os preparativos da Prefeitura em 2014 para conter a dengue em 2015, já que, na primeira oitiva com o atual secretário da Saúde, Francisco Antônio Fernandes, ele declarou que o número de casos de dengue no segundo semestre do ano passado era alto para o período, um verdadeiro sinal de alarme para o que estaria por vir”, diz o vereador Carlos Leite.

Em seu depoimento, Francisco Antônio Fernandes afirmou que a quantidade de lixo inorgânico espalhado pela cidade “contribuiu muito para a epidemia de dengue”. “Tendo em vista a quantidade de criadouros e lixo em terrenos públicos, temos de saber o que a Secretaria de Serviços Públicos fez em 2014 para limpar essas áreas”, afirma Leite.

Fazem parte da CPI da Dengue, além de Carlos Leite (presidente) e Luis Santos (relator), os vereadores Izídio de Brito, Francisco França, José Crespo, Marinho Marte, Antônio Silvano, Hélio Godoy, e Rodrigo Manga.

Secretário diz que lixo pela cidade tem relação com avanço do Aedes

Regina Helena Santos – regina.santos@jcruzeiro.com.br

Francisco Fernandes reforçou que as atitudes dos cidadãos são fundamentais na prevenção da doença - Erick Pinheiro

Francisco Fernandes reforçou que as atitudes dos cidadãos são fundamentais na prevenção da doença –
Erick Pinheiro

REPORTAGEM publicada no jornal Cruzeiro do Sul. Link no final da matéria. O secretário de Saúde, Francisco Antônio Fernandes, reafirmou ontem, durante depoimento à CPI da Dengue, na Câmara Municipal, que a grande quantidade de lixo espalhado pela cidade – não o orgânico, mas os materiais inservíveis, muitos guardados dentro das casas, que acabam se tornando criadouros do Aedes aegypti – contribuiu muito para a epidemia da doença. A importância de realização, nos bairros, do serviço conhecido popularmente como cata-treco foi um dos assuntos mais debatidos entre os parlamentares e o representante da Prefeitura durante a sessão. Para falar sobre o assunto, o secretário de Serviços Públicos (Serp), Oduvaldo Denadai, deve ser um dos próximos convocados pela CPI.

O secretário de Saúde falou que não atribui à população a culpa pela epidemia que a cidade enfrenta, mas reforçou que as atitudes dos cidadãos têm muita importância na prevenção da doença, ao cuidar da eliminação de criadouros dentro das casas. “As pessoas realmente têm acumulado materiais inservíveis em demasia. Desde o dia 21 de fevereiro retiramos mais de 500 toneladas e continuamos num trabalho incessante.” Os vereadores Izídio de Brito (PT) e José Crespo (DEM) questionaram a falta de realização do serviço de cata-treco de forma contínua e, apesar do secretário de Saúde afirmar que a Serp faz a retirada do material inservível das casas com frequência, os parlamentares rebateram. “Esse assunto é recorrente aqui no plenário da Câmara há anos. Há muita reclamação sobre a falta do serviço. E sabemos que há um programa de uma emissora de TV para a limpeza da cidade que os dois últimos prefeitos, Vitor Lippi (PSDB) e Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) foram convidados mas por dez anos se recusaram a participar”, acusou Crespo.

Fernandes voltou a reforçar que acredita que a população possui uma cultura errada sobre o manejo do lixo. “As pessoas colocam o lixo em frente à casa do vizinho, ao muro do terreno do lado de casa. O mais importante é colocar o lixo na rua no horário adequado. E não tem que jogar sofá, lixo em terreno. É óbvio que os contêineres melhoram a qualidade do lixo na rua, mas para mim é uma questão de cultura e educação que temos que começar a fazer em nosso município.” O secretário disse que a retirada de grande volume de lixo das casas, desde que as ações foram intensificadas, em fevereiro, chamou atenção. “Vi em algumas residências casos de pessoas acumuladoras.”

O vereador Marinho Marte (PPS) perguntou ao secretário sobre os 190 casos de dengue registrados no segundo semestre de 2014 que, segundo Fernandes e a diretora da Vigilância em Saúde, Daniela Valentim, já eram atípicos para a época do ano. “Não era motivo para uma ação mais efetiva?”. Luis Santos (PROS) também questionou se não houve planejamento para tentar evitar a epidemia e para o enfrentamento da doença na cidade. O secretário, que assumiu a pasta em fevereiro deste ano, preferiu falar das ações que pretende adotar para que Sorocaba não enfrente uma nova epidemia em 2016. “Não tenho dúvidas que os 190 casos, se analisados com frieza, eram um sinal de alarme. Nossa ideia é no segundo semestre deste ano manter o mesmo movimento de atuação no combate do mosquito e da larva.” O secretário disse que assim que passada a fase mais crítica de combate à epidemia, a equipe da Secretaria de Saúde iniciará um planejamento das ações preventivas para serem implementadas no segundo semestre, não só de enfrentamento à dengue, mas à infestação de carrapatos, caramujos e chegada de possíveis casos importados de febre chikungunya.

Sobre o número de casos de dengue, Fernandes não quis adiantar o volume de novos doentes registrados na última semana na cidade – o dado será anunciado hoje à tarde, em coletiva de imprensa. Porém, disse que houve uma pequena queda nas notificações.

Apoio do Estado

O vereador Izídio de Brito (PT) questionou o secretário sobre o apoio da Superintendência de Controle de Endemia (Sucen) ao município. Fernandes falou que Sorocaba pediu auxílio ao órgão, porém foi informada que não havia efetivo disponível, pois as equipes estão voltadas ao atendimento de combate à dengue na região de Catanduva, que registra casos mais graves da doença. Porém, o secretário disse que a Sucen tem dado apoio na realização da nebulização, no fornecimento de inseticidas e auxílio técnico para o manejo deste material. O vereador sugeriu a convocação de um representante da Sucen para depor na CPI, o que deve ser feita, segundo o presidente da comissão, vereador Carlos Leite (PT).

Em nota, a Sucen informou que, conforme preconiza o Sistema Único de Saúde (SUS), o trabalho de campo no combate à dengue, a exemplo de controle de criadouros e investigação dos casos suspeitos, é realizado pelos municípios. O órgão afirmou que apoia os municípios neste trabalho, por meio de capacitação de pessoal e suporte em ações de nebulização, visitas domiciliares e de imóveis estratégicos, entre outras. A Sucen informa que foi disponibilizado para o município uma máquina nebulizadora que já está em atuação há cerca de três semanas, juntamente com três agentes, um motorista e um navegador, que realizam e supervisionam o trabalho. Também estão atuando na região outros 15 agentes, que realizam avaliações das ações realizadas, acompanham e orientam as ações de combate.

Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/598373/secretario-diz-que-lixo-pela-cidade-tem-relacao-com-avanco-do-aedes

CPI DA DENGUE: Secretário da Saúde presta depoimento em primeira oitiva na Câmara de Sorocaba

CPI da DengueFoi realizada na tarde desta terça-feira, 10, a primeira oitiva da CPI da Dengue, presidida pelo vereador Carlos Leite (PT), ocasião em que foi ouvido o secretário municipal da Saúde, Francisco Antônio Fernandes. Fazem parte da CPI o relator Luis Santos (Pros), Izídio de Brito (PT), Francisco França (PT), José Crespo (DEM), Marinho Marte (PPS), Antonio Silvano (SDD), Helio Godoy (PSD) e Rodrigo Manga (PP). Também participaram da sessão os vereadores Waldecir Morelly (PRP) e Wanderley Diogo (PRP).

Carlos Leite iniciou os trabalhos explicando que o objetivo da comissão é apurar as causas e responsabilidades que levaram ao surto de dengue em Sorocaba. Em seguida, o vereador destacou que durante a prestação de contas do terceiro quadrimestre de 2014, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde, o secretário apontou que a Prefeitura cumpriu apenas metade das fiscalizações de imóveis que havia determinado, o que já significava apenas 50% do recomendado pelo Ministério da Saúde. Carlos Leite disse também que, se mantido o crescimento da doença, a cidade pode chegar a 60 mil casos de dengue, o equivalente a 10% da população.

Evolução da doença – Francisco Fernandes negou a projeção que aponta a possibilidade de chegar a 60 mil casos em Sorocaba. Segundo ele, a estimativa pessimista com que trabalha a secretaria da Saúde assinala que os casos podem totalizar entre 25 e 30 mil. “Esperamos não passar de 20 a 25 mil contaminações”, salientou.

O secretário enfatizou que não culpa a população pela epidemia, mas disse que a participação dos munícipes no trabalho de prevenção é muito importante, com cuidados permanentes quanto ao combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti. Em seguida, enumerou as ações que a secretaria está adotando. “Hoje estamos na fase, infelizmente, de investir no tratamento de quem está com a doença, tratando do produto da doença. Provavelmente na próxima semana aumentaremos o número de leitos no município, na Santa Casa, para atender os pacientes que precisam de internação”.

Francisco Fernandes disse também que desde o início de fevereiro a Prefeitura aumentou o poder de controle da doença, por meio da nebulização. Outra medida apontada por ele será a contratação emergencial de mais 48 funcionários para a vigilância em saúde, que devem começar a atuar nesta quarta-feira, 11, juntando-se aos demais 85 efetivos.

O secretário contou que ainda determinou a contratação de funcionários para assistência (entre enfermeiros, médicos, técnicos em enfermagem, veterinários, biólogos e auxiliares de laboratório) e estabeleceu a abertura de Unidades Básicas de Saúde em finais de semana. Por fim, disse ainda que foi triplicado o número de pessoas fazendo o atendimento pelo telefone 156, para recebimento de denúncias da população.

Sobre os custos envolvidos nas ações de combate à dengue, Francisco Fernandes disse que poderão totalizar R$ 7,4 milhões até o mês de junho, em caráter emergencial, com gastos envolvendo desde compra de água mineral e medicações até contratação de mão de obra.

Reforços – O vereador Izídio de Brito questionou o papel da SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias) no combate à dengue em Sorocaba e sugeriu a solicitação de apoio da autarquia. O secretário da Saúde explicou que a SUCEN assessora a secretaria quando acionada, mas disse que quanto à mão de obra não pôde prestar atendimento em Sorocaba. “Desde 22 de fevereiro estamos recebendo apoio na parte de tecnologia e nebulização pesada. Com relação à mão de obra, eles montaram um exército de 100 pessoas para trabalhar em Catanduva, a que mais tem pacientes graves, e não têm efetivo disponível. Por isso, lançamos mão de contratação emergencial para atuar onde contaríamos com a SUCEN”.

Em resposta a questionamentos do vereador Wanderley Diogo, Francisco Fernandes disse que não acredita que será necessário o uso de tendas ou instalações de escolas e ginásios de esportes para atendimento de pacientes. Segundo o secretário, em caso de extrema urgência a parte debaixo da UPH da zona leste será utilizada para atender pacientes que precisem de monitoramento.

Já em relação a uma proposta do vereador Marinho Marte, de reforçar o número de envolvidos no combate à doença recorrendo ao tiro de guerra, polícia civil, guarda municipal e até mesmo grupos de escoteiros, Fernandes explicou que haveria problemas quanto ao treinamento dessas pessoas. “O tempo para treiná-los poderia ser comprometedor no momento em que estamos”, concluiu.

Ao final da oitiva, o vereador José Crespo contestou a afirmação feita anteriormente pelo secretário de que há um serviço de cata-treco atuante no município. Crespo salientou a importância da retomada desse serviço assim como a adesão a outros programas, como o Cidade Limpa, realizado pela TV TEM. O parlamentar criticou a administração municipal por não ter aderido até hoje ao Cidade Limpa, mas ponderou que recebeu informações de que uma primeira reunião com a emissora será realizada, e que em breve esse trabalho pode começar a ser realizado na cidade.

Primeira oitiva da CPI da Dengue ouvirá secretário da Saúde

A Comissão Parlamentar de Inquérito 001/2015, a CPI da Dengue, convocou na tarde da quarta-feira (04) o atual secretário de Saúde de Sorocaba, Francisco Antônio Fernandes para depor. A data marcada para a oitiva é o próximo dia 10 de março, a partir das 14 horas. “O depoimento do secretário neste momento é essencial, para esclarecer muitos dos aspectos que nos levaram a abrir a CPI”, diz o vereador Carlos Leite (PT), presidente da comissão.

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O vereador alega que, durante a prestação de contas do terceiro quadrimestre de 2014, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde, o Secretário Francisco Antônio Fernandes apontou que a Prefeitura cumpriu apenas metade das fiscalizações de imóveis que havia determinado, o que já significava apenas 50% do recomendado pelo Ministério da Saúde.

Segundo o requerimento que propôs a CPI da Dengue, o “Ministério da Saúde apregoa que na vigilância e controle de vetores, a visita domiciliar, realizada pelo agente e pelo supervisor, é uma atividade fundamental para verificar a presença de criadouros, orientar os residentes sobre a eliminação dos mesmos e sobre medidas preventivas, identificação de foco e tratamento (biológico, químico, mecânico etc.)”.

Fazem parte da CPI da Dengue, além de Carlos Leite e Luis Santos, que é o relator, os vereadores Izídio de Brito, Francisco França, José Crespo, Marinho Marte, Antônio Silvano, Hélio Godoy, e Rodrigo Manga.

Reunião define Presidente e Relator da CPI da Dengue

Carlos Leite conduzirá os trabalhos investigativos, que serão relatados por Luis Santos. Na reunião, também foram definidas algumas das linhas mestras do trabalho.

Os vereadores membros da CPI da Dengue (Comissão Parlamentar de Inquérito 001/2015) se reuniram na manhã desta segunda-feira (02) para escolher o presidente e o relator da Comissão, que investiga as causas e responsabilidade do surto de dengue em Sorocaba.

Primeira reunião da CPI da Dengue

Primeira reunião da CPI da Dengue

O vereador Carlos Leite (PT), que propôs as investigações, foi eleito o presidente para a condução dos trabalhos. Já a relatoria ficou a cargo do vereador Luis Santos (Pros). Durante a reunião, os vereadores também definiram algumas linhas para o direcionamento das investigações. Por motivos estratégicos, tais linhas serão divulgadas conforme o andamento dos trabalhos.

No requerimento de abertura da CPI da Dengue, Carlos Leite assinala que Sorocaba se enquadra como município “Estrato I” segundo as Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue. Isso porque todos os anos, Sorocaba registra centenas de casos. Segundo as “Diretrizes”, 100% das residências de Sorocaba deveriam ser visitadas bimestralmente pelas equipes da Prefeitura.

O vereador alega ainda que, durante a prestação de contas do terceiro quadrimestre de 2014, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde, o Secretário Francisco Antônio Fernandes apontou que a Prefeitura cumpriu apenas metade das fiscalizações de imóveis que havia determinado, o que já significava apenas 50% do recomendado pelo Ministério da Saúde.

Segundo o requerimento que propôs a CPI da Dengue, o “Ministério da Saúde apregoa que na vigilância e controle de vetores, a visita domiciliar, realizada pelo agente e pelo supervisor, é uma atividade fundamental para verificar a presença de criadouros, orientar os residentes sobre a eliminação dos mesmos e sobre medidas preventivas, identificação de foco e tratamento (biológico, químico, mecânico etc.)”.

Fazem parte da CPI da Dengue, além de Carlos Leite e Luis Santos, os vereadores Izídio de Brito, Francisco França, José Crespo, Marinho Marte, Antônio Silvano, Hélio Godoy, e Rodrigo Manga.

CPI da Dengue investigará epidemia em Sorocaba

Carlos Leite (PT) afirma que número de visitas às residências foi muito menor do que o determinado pelo Ministério da Saúde.

Por iniciativa do vereador Carlos Leite (PT), a Câmara Municipal de Sorocaba instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as causas e responsabilidade do surto de dengue em Sorocaba. O documento também foi assinado pelos vereadores Izídio de Brito, Francisco França, José Crespo, Marinho Marte, Antônio Silvano, Hélio Godoy, Rodrigo Manga e Luis Santos.

Carlos Leite discursou em prol da criação da CPI da Dengue, após ele recolher assinaturas necessárias para a abertura das investigações

Carlos Leite discursou em prol da criação da CPI da Dengue, após ele recolher assinaturas necessárias para a abertura das investigações

O Presidente da CPI e o relator ainda serão definidos em reunião a ser realizada pelos vereadores que serão nomeados pelo Presidente da Câmara, Gervino Cláudio Gonçalves.

No requerimento de abertura da CPI da Dengue, Carlos Leite assinala que Sorocaba se enquadra como município “Estrato I” segundo as Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue. Isso porque todos os anos, Sorocaba registra centenas de casos. Segundo as “Diretrizes”, 100% das residências de Sorocaba deveriam ser visitadas bimestralmente pelas equipes da Prefeitura.

“Mas não foi isso o que vimos até hoje. Pelo contrário. Segundo o Portal da Transparência, por exemplo, Sorocaba tinha apenas 14 agentes de Vigilância Sanitária em 2014, e apenas 7 em 2015. Em 2013, eram 124 agentes. Houve uma diminuição dramática da quantidade de profissionais”, contabiliza Leite. Ainda segundo o Portal da Transparência, Sorocaba conta com apenas 5 Agentes Comunitários de Saúde em 2015. Em 2014, eram 9. Já em 2013, eram 83. Read more »

Prefeito ainda não conseguiu explicar causa da epidemia de dengue

Até agora, o Prefeito Antônio Carlos Pannunzio (PSDB) não conseguiu encaminhar ao gabinete do vereador Carlos Leite (PT) a análise formal que o governo municipal fez sobre as causas da epidemia de dengue que se abateu sobre a cidade de Sorocaba e que já soma 4030 casos. O parlamentar cobrou essas informações do Prefeito no dia 05 de fevereiro, por meio do ofício de nº 057/2015.

Além de pedir que a análise fosse remetida ao seu gabinete, no documento o parlamentar também pedia que o Prefeito mobilizasse o Tiro de Guerra de Sorocaba para ajudar nas ações de combate aos focos de dengue do município, e que convidasse “todas as associações de bairro, entidades organizadas da sociedade civil, ONGs, comunidades religiosas, escolas e universidades, bem como outras entidades de boa vontade de nossa cidade” para que empreendessem esforços no sentido de combater a dengue, que se alastra desenfreadamente pelo município.

“Ao que tudo indica, somente campanhas publicitárias, sem buscar o efetivo engajamento pessoal dos cidadãos, pouco, ou muito pouco, adiantarão para solucionar esse grave problema, que assusta a todos nós”, enfatizava ele no texto.

Leia abaixo a íntegra do documento encaminhado ao Prefeito:

Carlos Leite cobra mais agilidade no combate à dengue

Carlos Leite cobra mais agilidade no combate à dengue

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