CPI do Saae realiza diligência à ETA do Cerrado

Nem mesmo o Saae sabe quanto das obras na ETA do Cerrado foram realizadas pela empresa ECL Engenharia e Construções Ltda., contratada por quase R$ 29 milhões de reais para ampliar o sistema de tratamento de água bruta e reformar as adutoras que levam a água da Represa do Clemente até a ETA.

Desde dezembro de 2012, a empresa abandonou o empreendimento, alegando desequilíbrio econômico-financeiro do contrato.

Foi o que o vereador Carlos Leite (PT), acompanhado dos assessores dos demais integrantes da CPI do Saae, descobriram na diligência à ETA do Cerrado, que realizaram na manhã desta quarta-feira (19).

Por enquanto, o Saae não pode contratar nova empresa para realizar as obras, tampouco utilizar mão de obra própria para isso, devido o imbróglio judicial entre a autarquia e a empresa ECL.

A CPI realizou a diligência para conhecer a estrutura da ETA do Cerrado no tocante ao tratamento de água bruta, análise e controle biológico de mananciais, e distribuição.

Em um balanço preliminar, a CPI constatou a falta de investimentos pelo qual a ETA passou nos últimos anos, e obteve a informação de que somente no ano passado, o Saae começou a se preocupar com a troca de bombas para aumento da capacidade de abastecimento, o que representa um lapso de mais de 20 anos sem reformas efetivas.

Com isso, a ETA do Cerrado, que abastece mais de 80% de Sorocaba, não conseguiu atender à demanda do mês de janeiro deste ano, chegando ao que se chamou de “crise no abastecimento” da cidade.

Outra denúncia que os vereadores constataram foi do despejo, sem tratamento, da água da retrolavagem dos tanques e filtros, que é despejada com todos os resíduos da filtragem diretamente no rio Sorocaba.

A CPI também obteve a informação de que o Saae não dispõe de corpo técnico suficiente para mensurar a entrada de água nos bairros, o que possibilitaria a detecção de vazamentos e desperdícios, que hoje chegam a 39% da água tratada.

O próximo convocado para a CPI será o Engenheiro Wilson Unterkircher Filho, ex-diretor do Saae e responsável pelo início das obras de ampliação do sistema de abastecimento do município.

Terceira oitiva

Na oitiva de ontem (18), o Saae informou que deixou de arrecadar R$ 35 milhões de reais desde o ano de 2005, quando expirou o contrato de um pool de empresas formado para explorar a ETE Valo de Oxidação do Éden, assinado em 1990 e com validade de 15 anos.

O Valo de Oxidação recebe os efluentes industriais de ao menos 9 empresas da Zona Industrial que, segundo o Saae, pagam todas as despesas de manutenção, insumos e energia elétrica, usados nas operações. As informações foram passadas ao vereador Carlos Leite (PT), durante a oitiva da CPI do Saae desta terça-feira (18).

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